Tipo de Projeto: Cartografias

Exploro o conceito de cartografia social ao registrar espaços, estes considerados retratos daqueles que o constroem. Trata-se não de um projeto específico, mas um tema transversal que perpassa diversos outros projetos. Em andamento.

  • Alegorias da Caverna revisitadas

    Alegorias da Caverna revisitadas

    Usando a linguagem da sobreposição (explorada em sobre|posto), conheço lugares não visitados, viajando através de fotos marcadas com geo-referenciamento e compartilhadas em rede social. Colagens digitais das sombras das experiências de outrem, enquanto permaneço em minha caverna limitada às projeções.

    1a viagem: Muir Beach, CA

    Espaço: virtual.
    Tempo: ilusório.
    Técnica: colagem digital.
    Projeto em andamento.

  • 1ra Bozano

    1ra Bozano

    © Bibiana Silveira 2012 – Imagem protegida pela lei do direito autoral (9.610)

    geometria
    faz parte do cotidiano
    é base das ações humanas
    define a perfeição
    quando executada
    passa a ser humana
    ângulos não são retos
    linhas não são perpendiculares
    uma geometria do dia-a-dia
    detalhes despercebidos
    das grandes estruturas
    dominando a paisagem
    escalas, padrões, linhas, contrastes
    representações visuais deslocadas
    se tornam evidentes

    Este trabalho inicia um projeto maior, ainda em curso, que chamo Cartografias. Passo da paisagem ao retrato por acreditar que espaços, na verdade, são retratos daqueles que o fazem. É uma cartografia dos espaços que habito, uma maneira de conhecer o lugar através da observação e registro.

    Esse projeto foi continuado com sobre|posto, onde ganhou um maior vigor teórico.

    Espaço: Primeira quadra da rua Dr. Bozano, Santa Maria, RS, Brasil.
    Tempo: 27 novembro 2012.

  • sobre|posto

    sobre|posto

    O sujeito dessa minha pesquisa poética é a sobreposição na fotografia, especificamente a sobreposição espaço-temporal da minha trajetória, utilizando fotografias que venho produzindo ao longo dos anos. O projeto foi desenvolvido durante especialização em Artes Visuais, realizada entre 2013/2014.

    sobre|posto: uma poética fotográfica

    O sujeito dessa minha pesquisa poética é a sobreposição na fotografia, especificamente a sobreposição espaço-temporal da minha trajetória, utilizando fotografias que venho produzindo ao longo dos anos. O projeto foi desenvolvido durante especialização em Artes Visuais, realizada entre 2013/2014.

    O projeto parte de um poema de Jorge Luis Borges que fala sobre como o homem constrói seus espaços e, ao fim de sua vida, percebe que as linhas daquela construção formam o desenho de seu rosto. Assim, através de registros da cidade, faço um retrato do coletivo que a criou, uma arqueologia urbana.

    A produção resultante é uma narrativa que se utiliza da fotografia topográfica para retratar a ação humana sobre o espaço. A narrativa envolvida é a da intervenção humana sobre o espaço, uma sobreposição de tempos que narram a evolução urbana. O resultado é um retrato da sociedade responsável pela produção do espaço. São quadros-vivos, retratos de vestígios de atos humanos cotidianos e pontuais. Esses retratos explicitam a sobreposição de fenômenos, atos de diferentes gerações que adequam o espaço a suas necessidades. As modificações marcam as épocas, modas e costumes vigentes.

    Permeando a produção está uma teatralidade, um apelo estético feito através da linguagem e técnica fotográfica, de maneira a atrair o espectador, convida-lo à interação para que complete o evento. Um retrato do cotidiano, amplificando sua beleza, aquela encontrada nas pequenas coisas. Trata-se de uma sobreposição de tempos, um retrato, que é um fenômeno humano, de um fenômeno humano de hoje sobre um fenômeno humano de ontem. Uma arqueologia urbana.

    A fotografia não é utilizada como espelho do real para registrar a intervenção humana no espaço, mas sim para comunicar o tema, a sobreposição de formas, cores, tempos, ideias e valores que se percebe nos espaços tocados pelo humano. Para amplificar e potencializar suas semelhanças e contrastes, registrar a essência do tempo, não o fenômeno do mesmo. Para apresentar uma possibilidade.